
paternidade
O André, frequentou a escola primária num colégio de freiras. Como a família não era religiosa, o André teve as suas primeiras lições de catolicismo na escola. Confuso com as mensagens que lhe foram transmitidas sobre Deus - Pai Nosso, um dia chegou a casa e perguntou: Mãe, afinal quem é o meu PAI?
bivalve cuspidor

Na rua pedonal dos Pescadores, na Costa de Caparica, os donos dos restaurantes/marisqueiras expunham na via pública tabuleiros com amêijoas, conquilhas e berbigões para atrair a clientela. O André com os seus 4 anos, ao passar por um desses tabuleiros, cuspiu para as amêijoas. A mãe indignada ralhou-lhe e perguntou-lhe porque o fizera. “Eles cuspiram-me primeiro!”, respondeu-lhe o André.
To be or what to be...
Eu: Se fosses um animal, que animal serias?
Ele: Um pinguim!
...pausa...
Ele de novo: Não! Um porco!
Eu: Um porco? Porquê um porco?
Ele: Porque quero ser um animal que não é comido! Os tubarões comem os pinguins.
Pedro, 4 anos
Ele: Um pinguim!
...pausa...
Ele de novo: Não! Um porco!
Eu: Um porco? Porquê um porco?
Ele: Porque quero ser um animal que não é comido! Os tubarões comem os pinguins.
Pedro, 4 anos
al dente
inimigo
Pedro: Graça tu não podes ser inimiga!
Graça: Então porquê? E posso ser heroína?
Pedro: Heroína podes.
Graça: E porque é que não posso ser inimiga?
Pedro: Porque os que são inimigos são os que têm cara feia.
(A Graça adorou)
Graça: Então porquê? E posso ser heroína?
Pedro: Heroína podes.
Graça: E porque é que não posso ser inimiga?
Pedro: Porque os que são inimigos são os que têm cara feia.
(A Graça adorou)
as mulheres são complicadas
No princípio do ano lectivo queixava-se com frequência da nova colega Mariana o chatear. Hoje perguntei-lhe se ela já o chateava menos e ele respondeu que não e acrescentou:
Ela chateia-me eu dou-lhe murraças e ela chora. Ela chateia-me eu digo (à professora), ela chora. Que chatice!
Pedro, 4 anos
Ela chateia-me eu dou-lhe murraças e ela chora. Ela chateia-me eu digo (à professora), ela chora. Que chatice!
Pedro, 4 anos
rosa

No domingo fomos passear ao jardim. No parque infantil estava uma menina ai com mais dois anos que o Pedro, que enterrava pedras na areia. Era loira de cabelo comprido, estava vestida de cor-de-rosa e vermelho, com uma mini-saia e umas botas altas. O Pedro interessou-se e juntou-se a ela a enterrar as pedras (gigantes, por sinal). Ela, de imediato, viu nele um servo e começou a dar ordens: faz o buraco mais fundo, não caves ai, cava mais ali... Rapidamente a brincadeira tomou outras actividades e mantinham-se as ordens que o Pedro fielmente seguia sem nunca deixar de a observar com interesse. “Faz uma linha no chão que eu vou saltar daqui até à linha…não! Faz mais para a frente!” E o Pedro lá desenhava as linhas na areia mais para trás e mais para a frente, satisfazendo as vontades daquela menina aparentemente fascinante. Eu própria os observava fascinada. Poucas vezes vi o meu filho tão obediente, e jamais com alguém que acabara de conhecer. A certa altura, ambos de volta aos buracos para pedras, pergunta-lhe ele assim docemente: “Qual é o teu nome?”. “Rosa”, respondeu ela sem o olhar nos olhos. E então, fazendo-me sorrir de ternura o Pedro disse-lhe: “Rosa é um nome muito bonito!”.
Terei assistido a uma declaração de amor?
A brincadeira durou pouco mais, pois ambos se distraíram com outras coisas. Mas antes de irmos embora, o Pedro fez questão de ir até junto dela e dizer-lhe “Adeus”, ao que ela não respondeu, mas ele também pareceu não se importar.
Terei assistido a uma declaração de amor?
A brincadeira durou pouco mais, pois ambos se distraíram com outras coisas. Mas antes de irmos embora, o Pedro fez questão de ir até junto dela e dizer-lhe “Adeus”, ao que ela não respondeu, mas ele também pareceu não se importar.
Pedro, 4 anos
splashi

O meu primeiro trabalho no Alentejo foi na zona de Mértola e entre outras coisas lidava com crianças que frequentavam 1º ciclo do ensino básico em acções lúdicas e educativas na área do ambiente, que implicavam andarmos juntos no campo. Um dia, junto a um charco, peguei numa pedra espalmada e lancei-a rente à água fazendo-a saltar várias vezes antes de se afundar. Vários rostos de 6 anos ficaram fascinados e quiseram eles prórpios tentar a façanha. Um dos miúdos não obtinha qualquer sucesso por escolher pedras com a forma errada. Na tentativa de o ajudar expliquei-lhe que a pedra tinha de ser espalmada. Olhava-me como se falasse chinês. Fiz várias tentativas até que uma colega dele veio em nosso auxílio e traduziu, com a pronúncia mais cerrada que um lisboeta recém-chegado possa imaginar, o que eu achava que estava a dizer de forma clara:
Têm que ser pedras chatinhas!
E o miúdo olhou-me como quem diz “Já podias ter dito!”
2 em 1
A Inês tinha uma unha partida. O pai queira pôr-lhe desinfectante mas ela achava que ia doer muito e começou a chorar e a queixar-se mesmo antes de o tratamento começar. O pai e a mãe lá lhe explicaram com calma e ela aceitou a medo. O pai prometeu que não ia doer ao que ela respondeu:
- Acho bem… que eu não sou uma qualquer. Sou a tua filha!
Enquanto o pai lhe fazia o tratamento ela juntou as mãos e baixinho proferia a sua oração “Jesus e a catequese, Jesus e a catequese…”.
Inês, 7 anos
- Acho bem… que eu não sou uma qualquer. Sou a tua filha!
Enquanto o pai lhe fazia o tratamento ela juntou as mãos e baixinho proferia a sua oração “Jesus e a catequese, Jesus e a catequese…”.
Inês, 7 anos
e se?
Pôs os óculos escuros antes de sair de casa e a mãe disse-lhe:
“Mariana estás tão linda. Gosto tanto de ti assim.”
Na dúvida a Mariana perguntou-lhe:
“Então e se eu fosse fedorenta? Gostavas de mim?”
Mariana, 6 anos
“Mariana estás tão linda. Gosto tanto de ti assim.”
Na dúvida a Mariana perguntou-lhe:
“Então e se eu fosse fedorenta? Gostavas de mim?”
Mariana, 6 anos
parentescos
Subscrever:
Mensagens (Atom)