épocas

Eu: Quando estiveste no Museu de História Natural a aprender coisas sobre os dinossauros, percebeste a época em que eles viveram?
Pedro: Sim... foi em mil novecentos e tal...

Pedro, 6 anos

gramática

O Pedro aprendeu na escola o que são os monossílabos, dissílabos, polissílabos…
Ao jantar disse-lhe que a palavra frango era um tetrassílabo. Ele compreendeu que me estava a meter com ele e corrigiu-me: É um frangossílabo!

macaquices

Eu: Se fosses um animal, que animal é que eras?
Ele: Um gorila... podia não ser um gorila, mas tinha de ser um macaco qualquer!

Pedro, quase 6 anos

tanto

Ele disse Gosto da minha mamã! e deu-me um abraço...

Também gosto de ti… tudo do mundo, disse-lhe eu.

E eu gosto tudo do mundo da minha família!

*Pausa*

Gosto tanto, que é como se só existisse a minha família…

Pedro, quase 6 anos

auto-retrato

Pedro, quase 6 anos

a mana


Bea (quase 3 anos) e Madalena (quase 1 mês)

habilidades parentais

Educadora do Gabriel: A tua máscara de bruxa está muito gira. Foi a tua mãe que te fez?
Gabriel: Sim, fui eu que fiz com a minha mamã.
Educadora: A tua mãe tem muito jeito para estas coisas.
Gabriel: Pois... o meu papá não sabe fazer.
Educadora: O teu papá não sabe fazer estas coisas, mas com certeza que sabe fazer outras diferentes.
Gabriel: Pois sabe. Sabe arrumar a cozinha.

Gabriel, quase 4 anos

os bebés

Chegou-me via mail este texto (em baixo), no qual a Educadora Mila reproduz uma conversa que teve lugar este mês de Outubro na sua sala de aulas (sala dos 5 anos).

A Marta chega à sala e diz que vai sair mais cedo porque tem de ir com a mãe ao médico. Vai ver a ecografia da mana Sara que vai nascer em Fevereiro.

Em conversa de grande grupo no tapete e antes de ler a história “A mamã pôs um ovo”:

Mila – Alguém sabe como é que se fazem os bebés?
Martim – Primeiro apanhamos uma semente e esperamos 9 meses até o bebé nascer.
Afonso – Mila, eu já estive dentro da barriga da minha mãe e já sei como é!
Teresa – Eu sei que não é uma semente que se apanha.
Leonor – Pois não, temos de a comprar.
Inês – Não, a minha mãe não comprou. Ela fez uma coisa para ter o bebé na barriga, mas eu ainda não sei o que foi que ela fez.
Henrique – Eu não sei… A minha mãe não me disse.
José – Eu sei que eles vão nascendo, nascendo, até ficarem grandes.
Afonso – Primeiro o bebé vai crescendo, crescendo dentro da barriga até que fica grande e chega a hora de cortar a barriga para sair o bebé.
José – Não sai não, o bebé sai pelo pipi!
Afonso – Achas que o bebé cabia no pipi?
José – Tu (Afonso) não sabes mais do que a minha mãe!
Afonso – Eles são demasiado grandes para caber no pipi porque o pipi é demasiado pequeno.
Matilde – Mas eu saí do pipi da minha mãe.
João R. – Os bebés saem pelos pés. Os médicos abrem o umbigo, põem lá dentro o ovo, ele cresce e depois nasce o bebé.
Manuel – As mães têm de comer muito para os bebés nascerem.
Leonor – Os bebés têm o umbigo para a mamã dar a comida.
Alexandre – As mães quando não querem mais bebés têm de tomar comprimidos para eles não nascerem.
Madalena – As mães têm de fazer uma ecografia para ver se vamos ter um mano ou uma mana.
José – Eu sei que os pais não escolhem os bebés, é ao calhas!
Afonso – É Zeus quem escolhe os bebés.
Inês – É Zeus do céu.
Afonso – É Ele quem escolhe tudo!
Leonor – Não é Zeus, é Deus!
Afonso – Foi o que eu disse! É Deus quem controla tudo!
Leonor – Os bebés nascem em 9 dias…
Afonso – …60 dias…
Martim – … Não, 9 meses.
Teresa – Pois, porque os bebés precisam de crescer. Eles vão crescendo até ficarem do tamanho certo que é quando a barriga da mãe ficar muito grande, porque a barriga dela também cresce.
João M.ª – Quando a barriga está grande os médicos põem uma coisa às mães para elas não terem dores quando tirarem os bebés, e só depois é que eles abrem a barriga. Eu sei isso porque a minha mãe contou-me.
Matilde – Os bebés nascem muito sujos porque não tomam banho dentro da barriga das mães. Por isso, quando nascem, eles têm logo de tomar banho.
José – Os bebés rodopiam dentro da barriga das mães.
João M.ª – Também dão pontapés porque estão muito apertados e querem que a barriga estique.
Mila – O que é preciso para nascer um bebé?
Afonso – Primeiro compra-se a semente, depois engole-se, espera-se 9 meses, a barriga fica enorme e depois nasce o bebé.
Leonor – É preciso chegar a cegonha.
Mila – Eu posso ter um bebé agora?
Inês – Podes! Mas primeiro tens de fazer aquela coisa que a minha mãe fez…
Manuel – E a minha também!
Afonso – Não podes, porque nós ainda não nos casámos!
Martim – Só podes quando fores mais crescida.
Manuel – E ainda não comeste tudo o que devias comer.
Matilde – Se quiseres muito eu vou comprar-te um à loja. Tu precisas da semente…
Martim – … E de casares com o Afonso.
Teresa – Mila, tens de arranjar outro namorado! Não pode ser o Afonso, tem de ser outro.
Matilde – Mas o Afonso até é giro! Porque é que não pode ser ele?
Teresa – Porque tem de ser um namorado mais crescido.
Matilde – Depois tens de te casar e ficar um bocadinho mais velha. Podes esperar pelo Afonso, mas só podes ter um bebé quando tiveres a idade da minha mãe.
Martim – Não, o Afonso é que tem de crescer porque mais velha a Mila já é!
Afonso – Quando a Mila tiver um bebé na barriga vai ficar muito feliz, porque quer dizer que vai ter um filho.

No dia seguinte…

Afonso – Mila, o meu irmão nunca mais nasce! Eu já pedi mas ele não vem…
Mila – O que é que a mãe tem de fazer para ter o bebé?
Afonso – Tem de comer uma semente, esperar 9 meses, a barriga tem de crescer e quando chegar a hora do bebé nascer ela tem de ir para o hospital para o médico tirar e pôr o cérebro dele a funcionar.
Mila – Mas o teu pai não é médico? Porque é que ele não pode tirar o bebé?
Afonso – Porque ele tem de levá-la para o hospital e por isso tem de ser outro médico. Também era complicado porque ele trabalha muito em três hospitais: na Cruz Vermelha, em Santa Maria e no hospital da minha tia. Sabes, depois a minha mãe vai ter de comprar muitos iogurtes porque os bebés só comem iogurtes e bebem muito leite.
Matilde – Pois… Depois dos bebés nascerem eles saem do hospital e vão para casa para os pais tomarem conta dele. Ele só pode beber o leitinho que sai da maminha.

pedicure

Cortava as unhas ao Pedro e quando passei para a segunda mão disse-me:
Só mais esta e depois acabou!
Ao que respondi que era lógico pois não havia mais dedos das mãos e os dos pés não precisavam. Começou a inventar e a dizer que tinha cento e catorze mil dedos das mãos e cinco mil milhões de dedos dos pés. E acrescentou:
Cinco mil num pé e milhões no outro!

desassossego...

Falávamos aos jantar sobre os novos amigos da escola. Como o Pedro apenas falava dos colegas rapazes perguntei pelas colegas raparigas. Mostrou algum desinteresse num encolher de ombros repetido e disse algo como serem todas mais ou menos iguais, mais ou menos indiferentes. Perguntei pela Matilde de quem falava amiúde no princípio do ano lectivo, a propósito de ela querer muito ser namorada dele e depois por já o ser. Explicou:

Ela já não é minha namorada… disse-me que agora namora com o Alexandre…
*pausa*
É melhor assim… assim já não ando tão tonto… já não ando tão desassossegado… não sei bem explicar!

Pedro, quase 6 anos

gerações

O Pedro interrogava a Avó sobre as coisas que o carro dela faz diferentes do dele - a falta de vidros eléctricos, as portas que rangem...
A Avó explicou-lhe que o carro dela era mais velhinho e que o dele, por ser mais recente, já tinha uma tecnologia mais sofisticada e fazia menos barulhos estranhos.
Já percebi! O teu carro é avô do meu.

geografia

Os crescidos falavam algo sobre o continente americano.
O João, de 4 anos, com expressão de quem profere uma importante opinião sobre o assunto em causa, acrescenta ao tema:
A América do Sul é muito mais longe que o Algarve!

Mãe, tu já pensaste bem que um carro é uma cabine rolante?


Pedro

voo depois da morte


Se as pessoas quando morrem vão para o céu e se os bichos comem o corpo e fica só o esqueleto, como é que se vai para o céu? O esqueleto voa, é?


Pedro, 6 anos menos 3 meses

a idade dos pais

Pai: Sabes quem faz anos no domingo?
Gabriel: É o Gabriel!
Pai: Não…
Gabriel: É o mano André!
Pai: Também não. É o pai. E sabes quanto anos é que o Gabriel faz, quando fizer anos?
Gabriel: Quatro.
Pai: E o mano André?
Gabriel: Um.
Pai: Muito bem! E o pai? Sabes quantos faz?
*pausa*
Gabriel: Cinco?!

Não me aborrentes!

Filipa, 5 anos

lógica da alface


Ao jantar uma conversa sobre indeterminações na matemática. A propósito diz-me o pai que "O infinito não é um número".
O Pedro apoia o pai:
Pois o infinito não é um número... se houvesse infinitas alfaces o que tu tinhas era uma alface, não era um número!

Inês

Inês para mim: Porque é que ele está a chorar?
Eu: Porque é a primeira vez que vem para esta escola e ainda não tem cá amigos… por isso está preocupado.
Inês para mim: Ele acha que não vai fazer amigos?
E para ele: Anda. Olha, logo à tarde podes brincar com o Martim.
Põe-lhe a mão no ombro. Ele deixa de chorar. Entram os dois na sala, ele leva a mochila, ela leva a lancheira dele. Ela diz-me “Já podes ir trabalhar”. E ele diz-me adeus.
A Inês tem no máximo 6 anos. É do tamanho dele e o seu coração é grande e generoso.
...Que bela menina conheci esta manhã.

raios...

Os nossos bonecos lutavam com armas sofisticadas imaginadas por nós.
O meu boneco lançou mortíferos "raios catódicos" (foi o que me veio à cabeça...), aos quais o boneco dele ripostou com "raios disparatódicos"!
(ele achou que eu estava a inventar e que por isso ele inventava ainda uns raios mais giros... e inventou mesmo!)

Pedro, 5 anos

ponto caRdeal

Mostrei-lhe os quatro principais pontos cardeais na rosa-dos ventos.
E este aqui? - Perguntou ele apontando para um dos intermédios - É o suRdoeste?

Pedro, 5 anos

sorte a minha...



O pai do Nuno contava-me como o Nuno (de 6 anos) estava encantado por uma "princesa" de 12 anos que conhecera. Perguntei ao Nuno se ela tinha cabelo comprido e ele respondeu-me que sim. Adiantei logo com um ar muito entendido:


- Se tem cabelo comprido, é porque é mesmo uma princesa...


Responde-me o Nuno com ar surpreendido:


- Mas tu és uma princesa e não tens cabelo comprido...


relativas unidades de medida


Sai da casa-de-banho e diz-me:

- Fiz quilos de xixi!

- Quilos ou litros? - pergunto eu.

- Quilos... porque era tão pesado que quase caí dentro da sanita!



Pedro, 5 anos

os sonhos

Pedro: Os sonhos são desenhos animados.
Eu: Porquê?
Pedro: Porque são fofinhos…
*pausa*
Pedro: Chorar é rir e rir é chorar.
Eu: Nos sonhos?
Pedro: Sim.
*pausa*
Pedro: E os pesadelos, sabes o que são?
Eu: O quê?
Pedro: São sonhos que se portam mal!

bolo de...


Pedro: Hoje a São deixou-me comer 3 fatias de bolo...

Eu: Alguém fez anos?

Pedro: Sim, o Diogo.

Eu: Então o bolo era bom. Era de quê?

Pedro: Era do Noddy.

silêncio que o espectáculo vai começar

Na festa de fim de ano da escolinha, as professoras organizaram um espectáculo de dança com bailarinos experientes. A plateia estava recheada dos meninos do Jardim Infantil e respectivos crescidos. Os bailarinos entraram e colocaram-se em posição. Mas o espectáculo demorava a começar, por falhas técnicas no som… Todos começaram a ficar impacientes, mas ordeiramente o silêncio reinava na sala. Até que um miúdo perguntou (bem) alto:
ENTÃO?

(O que mais distingue os XS de nós, é a capacidade de total franqueza neste tipo de momentos em que tentamos agir de forma socialmente correcta!)

as várias faces


Magoei-me nesta cara.


João, 4 anos

folha caduca


Julho. A brincar no jardim. Cai um a folha da árvore em cima da cabeça do João...

"Está a ficar Inverno..."


João, 4 anos

geomag

Geomag é m brinquedo fantástico para todas as idades, em que, com peças magnéticas, se podem fazer as mais diversas coisas. A maior ou menor criatividade de quem usa as peças, faz toda a diferença. Aqui ficam uma "garras" feitas pelo (e no) Pedro.

o amor aos 5 anos

O Pedro contou-me que ontem, ao chegar à escola, a Margarida o pediu em namoro.
- E tu?
- Eu aceitei! (sorriso-de-orelha-a-orelha)
- E agora? O que fazem juntos?
- Agora damos a mão, quando vamos no comboio*.


* comboio dos meninos, quando vão para algum lado fora da sala

outra versão

"Coro das velhas": refrão por Gabriel (3 anos):
Cá se vai correndo, com a cabeça em três orelhas!

as coisas que os XL sabem

Num passeio pela rua, o Gabriel apanhou algo do chão e perguntou:
Isto como chama?
Mãe: É um arame e é lixo, deita fora.
Mais à frente apanha outro objecto:
Isto como chama?
Mãe: É um fio eléctrico, mas também é lixo…
Gabriel: A mamã sabe tantas coisas que são lixo…

Gabriel, 3 anos

travessia


Marginal, Caxias.

O Nuno, no banco de trás do carro, aponta para a margem Sul do Tejo e diz:

Sabes pai, o Jorge trabalha ali daquele lado.

*pausa*

Mas não vai a nadar, apanha o barco todos os dias!


Nuno, 5 anos

delírio pós-febril

virose. cama. longa sesta que apaga a febre. deitado, mãos atrás da cabeça:

Estar com febre é confortável... estamos todos refasteladinhos!

Pedro, 5 anos

contágio

virose. febre. dor de garganta. cama cheia de bonecos.

É melhor não brincar com os bonecos senão pego-lhes!

Pedro, 5 anos

angel


Mãe: Gabriel, diz lá uma palavra em Inglês.

Gabriel: Anjinho da Guarda.


Gabriel, 3 anos e meio

amor(a)


Mãe do João: Tu gostas muito da Sofia, não gostas?

João: Eu não gosto. Eu amoro-a!


João, 4 anos

auto-tatoo


conversa ao pequeno-almoço IV


Pedro: Mãe, como é que o Pai Natal nunca morre?

*pausa*

Eu: Porque o Pai Natal é assim uma espécie de super-herói e por isso nunca morre...

Pedro: Ah, pois! Matam-no e depois aparece logo outro!

dia da mãe

A minha prenda do dia da me foi este lindo postal:

Lá dentro dizia:






auto-retrato


Pedro, 5 anos

a mais linda

O Pedro está encantado com a Sofia de 11 anos. Até tem uma prenda para ela, feita por ele, com uns corações. No outro dia ao jantar não lhe apetecia mais sopa e fiz uma daquelas rábulas de só mais uma colher por cada um dos amigos. E fui dizendo os amigos através de adivinhas, para que comesse a sopa toda. Às tantas disse-lhe “esta é para a menina mais linda do mundo, para quem tens uma prenda com corações”. Ele ficou muito sério e disse-me com ar solene “Não, mãe! A menina mais linda do mundo, és tu!”.
Ri-me muito... mas fiquei foi derretida! O pai riu-se e disse-me “Aproveita que isto não dura muito”. É o mais provável, mas esta já ninguém ma tira e fica para sempre…

que boa ideia


ant-sitting

Ele: Hoje ajudei o Micael a apanhar formigas. Eu e o Nuno.
Eu: E apanhaste muitas?
Ele: Não, o Nuno e o Micael é que apanharam e puseram num saco.
Eu: Então e tu, seguravas no saco?
Ele: Não. Quem tinha o saco na mão era o Micael. Eu estava a tomar conta das formigas.

Pedro, 5 anos

arrum

- Mãe, dei um arrum!
- Um arrum? - perguntei eu.
- Sim, dei um arroto e um pum ao mesmo tempo!

Pedro, 5 anos

excuse me

O Pedro aprendeu a dizer “excuse me” com uma personagem de um jogo de computador que ao longo do jogo arrota e pede desculpa, para grande divertimento dos jogadores xs. Agora, sempre que o Pedro arrota, lá vem o “excuse me” (para grande divertimento dos xL...).
Comentei que ele agora andava sempre com essa, ao que ele me respondeu:
Ando muito excuseminento!

direitos de guardanapo

Hoje ao pequeno-almoço, ao limpar a boca, deu um beijinho ao guardanapo.
Ri-me.
Sabes que o guardanapo também tem direito a beijinhos?!

Pedro, 5 anos

fotos tiradas pelo Pedro

Por vezes o Pedro pega na máquina e faz as suas fotos.









pais vs. mães

Lá na escola do Pedro, a propósito do Dia do Pai, os miúdos falaram sobre porque não podem os pais ser mães. Algumas das explicações foram depois expostas num cartaz. Uma delas dizia:

Os pais não podem ser mães porque têm os pêlos mais compridos.

Pedro, 5 anos

a verdadeira birra

play-break


Avó: Então o que fizeste hoje na natação?
Pedro: Nadei e brinquei ao homem-aranha?
Avó: Brincaste ao homem-aranha?
Pedro: Sim avó… Tu, nas tuas aulas de ginástica, não fazes uma pausa para brincar?

xixi a dois

Nuno, 5 anos e João, 3 anos
Obrigada ao pai pela foto e pelo momento

salame de chocolate


dia bonito

Esta manhã ao sair de casa olhei para o relógio e constatei que era tarde.

Oh… Um dia tão bonito e estamos atrasados…

Pedro, 5 anos

problema

Interrogávamo-nos do porquê de algo. Como nenhum de nós sabia a resposta o Pedro considerou tratar-se de um “problema pensativo”.

discU...


Conversava com uma amiga sobre uma discoteca. O Pedro perguntou o que era uma discoteca e expliquei-lhe que era um local onde tocava música e as pessoas dançavam.

Ele perguntou-me:

Porque é que se chama discUteca? Não vem da palavra discutir?


(Nesta nova era há que repensar determinadas terminologias... )

uma flor

Saltitavam os três miúdos, que nos acompanhavam, por entre a relva a apanhar pequeninas flores - daquelas que dão dores de cabeça aos jardineiros - que nos vinham entregar como oferta. As ofertas eram tantas, que os crescidos já não tinham mais casas de botões onde as pôr.
Um dos pais disse, por fim, que já chegava, que arrancar flores as matava.
O pequeno João, de 3 anos, pegou na flor que trazia na mão, colocou-a de volta na relva, tentando que ela se pusesse de pé, como estava antes de a apanhar e disse: desculpa flor.
o mágico

uma questão de coerência

A mãe do Nuno de 5 anos e do João de 3 anos, comentava comigo aquelas coisas dos miúdos dizerem que não gostam de uma comida, mesmo sem provarem e que depois de provarem, por vezes gostavam muito. O Nuno, atento à conversa aproveitou logo para informar:
Eu dantes não gostava de atum e agora adoro!
O João, que não quis ficar atrás do irmão mais velho, acrescentou:
Eu dantes não gostava de atum e agora não gosto!

disfarce


A mãe do Gabriel madou-me esta deliciosa mensagem:


Num Domingo, em vésperas do Carnaval, o Gabriel foi almoçar comigo e com um casal amigo a um restaurante. Às tantas reparou que a parede era rugosa e perguntou: Isto como chama?, passando os dedos pela parede. Eu disse-lhe que era a parede e que era rugosa, ou seja que não era lisa como as paredes da nossa casa. Por uns segundos o Gabriel continuou a sentir a textura e depois disse:


A parede está disfarçada de arroz.


Gabriel, 3 anos

quando o Gabriel for grande


Pergunta a mãe ao Gabriel (a propósito de um episódio do Harry e o balde de dinossauros que estava a dar na televisão, em que o Harry dizia que, quando fosse grande, queria ser tratador de animais no jardim zoológico): Gabriel, o que é que queres ser quando fores grande?

Resposta (após 5 segundos a pensar): Quando for grande quero ser girafa!


Gabriel, 3 anos

conversa ao pequeno-almoço III

Ele: Mãe, se puseres a sopa no congelador, ela fica congelada?
Eu: Sim, fica.
Ele: Então e se a puseres de pernas para o ar?

o Nuno


O pai do Nuno de 5 anos e do João de 3 anos, chegou um dia a casa, muito cansado do trabalho e pediu aos filhos que se portassem bem, porque ele tivera um dia muito difícil a trabalhar sozinho, sem ajuda.


O Nuno perguntou-lhe porque, não tendo o pai ajuda, não o tinha ido buscar à escola, que ele, Nuno, o teria ajudado no seu dia de trabalho. E disse-lhe ainda que se tal se repetisse, para ele o fazer.


O pai e a mãe acharam muito doce esta atitude do Nuno. Dias mais tarde, a mãe contou à avó do Nuno o sucedido, na presença dele. Nesse mesmo dia à noite, quando a mãe o deitava, o Nuno disse-lhe:


Mãe, se tu alguma vez precisares de ajuda no teu trabalho, também me podes ir buscar à escola para eu te ajudar...

riso de fada






O Pedro conheceu uma "fada" na terça-feira de Carnaval no parque infantil.

Brincaram a uma distância à qual não ouvia o que diziam um ao outro, mas via-os rirem muito. Pareciam encantados um com o outro.

Passado algum tempo, a fada veio ter comigo, com o grande sorriso que detinha desde o início da brincadeira, e disse-me: Ele faz-me rir...

E voltou para junto dele... ainda a rir.

electricidade estática

Não percam esta da Mariana de 4 anos!

conversa ao pequeno-almoço II


Ele: Se eu fosse uma bactéria podia com uma baleia-azul às costas!
Eu: Ah sim? Como?
Ele: Porque sim!
Eu: Eu não perguntei porquê, perguntei como.
Ele: Como sim!


Pedro, 5 anos

geografia

Geografia pela Lilly de quase 2 anos...

HH




Ele costuma brincar com as letras das matrículas, juntando-as e arranjando nomes para os carros. No outro dia disse-me:


Mãe, olha, este carro não se chama nada.


A matrícula tinha as letras HH.




Pedro, 5 anos

a verdade

Não sei o nome nem a idade exacta do protagonista, mas contaram-me que um miúdo cujo pai tem um olho de vidro devido a um acidente e a mãe ficou temporariamente sem cabelo por causa de um tratamento, foi para a escola dizer à professora que o pai era zarolho e a mãe careca!

alforreca

Encontrámos uma alforreca na praia. O Pedro fez-lhe uns olhos e um nariz. Ficou muito melhor!

arrotos

O almoço não lhe caiu bem e ficou indisposto. Após alguns arrotos sentiu-se melhor o que o levou a afirmar:

Os arrotos é que é mesmo o que é preciso para desinfectar o mal-disposto!

Pedro, 5 anos

idades "negativas"


Ao pequeno-almoço falávamos sobre os nossos cães, o Xisto e a Jackie que tem 2 anos.


Eu: Quando tu nasceste já o Xisto tinha 4 anos.
Ele: Pois. E a Jackie tinha zero.
*pausa*
Ele: Não! Tinha menos de zero!


Pedro, 5 anos

conversa ao pequeno-almoço

Ele: Tenho um amigo que é um coelho.
Eu: Como se chama?
Ele: Não lhe quero dar nome...
Eu: E de que cor é?
Ele: Branco.
*pausa*
Ele: Branco quer dizer que é de todas as cores do mundo!
Eu: Pois é!
Ele: Aprendi ontem na escola, já dormi e não me esqueci. Viste?
*nova pausa*
Ele: Quantas cores há no mundo? Nós na escola misturámos as canetas todas e ficou um castanho feio...

Pedro, 5 anos

103... ou não!

Ele perguntou-me se fazendo a Beatriz 2 anos e ele 5, isso queria dizer que quando a Beatriz fizer 5, ele faz 7. Lá lhe tentei explicar a lógica das diferenças de idade e ele percebeu que fará 8. Depois riu-se muito quando percebeu que quando a Beatriz tiver 40, ele terá 43. Para tentar decifrar até onde conseguia ir, perguntei-lhe se sabia quantos anos terá ele quando a Beatriz tiver 100.
Quando a Beatriz tiver 100 anos, eu já morri...

Pedro, mais 3 anos que a Beatriz