auto-retrato


Pedro, 5 anos

a mais linda

O Pedro está encantado com a Sofia de 11 anos. Até tem uma prenda para ela, feita por ele, com uns corações. No outro dia ao jantar não lhe apetecia mais sopa e fiz uma daquelas rábulas de só mais uma colher por cada um dos amigos. E fui dizendo os amigos através de adivinhas, para que comesse a sopa toda. Às tantas disse-lhe “esta é para a menina mais linda do mundo, para quem tens uma prenda com corações”. Ele ficou muito sério e disse-me com ar solene “Não, mãe! A menina mais linda do mundo, és tu!”.
Ri-me muito... mas fiquei foi derretida! O pai riu-se e disse-me “Aproveita que isto não dura muito”. É o mais provável, mas esta já ninguém ma tira e fica para sempre…

que boa ideia


ant-sitting

Ele: Hoje ajudei o Micael a apanhar formigas. Eu e o Nuno.
Eu: E apanhaste muitas?
Ele: Não, o Nuno e o Micael é que apanharam e puseram num saco.
Eu: Então e tu, seguravas no saco?
Ele: Não. Quem tinha o saco na mão era o Micael. Eu estava a tomar conta das formigas.

Pedro, 5 anos

arrum

- Mãe, dei um arrum!
- Um arrum? - perguntei eu.
- Sim, dei um arroto e um pum ao mesmo tempo!

Pedro, 5 anos

excuse me

O Pedro aprendeu a dizer “excuse me” com uma personagem de um jogo de computador que ao longo do jogo arrota e pede desculpa, para grande divertimento dos jogadores xs. Agora, sempre que o Pedro arrota, lá vem o “excuse me” (para grande divertimento dos xL...).
Comentei que ele agora andava sempre com essa, ao que ele me respondeu:
Ando muito excuseminento!

direitos de guardanapo

Hoje ao pequeno-almoço, ao limpar a boca, deu um beijinho ao guardanapo.
Ri-me.
Sabes que o guardanapo também tem direito a beijinhos?!

Pedro, 5 anos

fotos tiradas pelo Pedro

Por vezes o Pedro pega na máquina e faz as suas fotos.









pais vs. mães

Lá na escola do Pedro, a propósito do Dia do Pai, os miúdos falaram sobre porque não podem os pais ser mães. Algumas das explicações foram depois expostas num cartaz. Uma delas dizia:

Os pais não podem ser mães porque têm os pêlos mais compridos.

Pedro, 5 anos

a verdadeira birra

play-break


Avó: Então o que fizeste hoje na natação?
Pedro: Nadei e brinquei ao homem-aranha?
Avó: Brincaste ao homem-aranha?
Pedro: Sim avó… Tu, nas tuas aulas de ginástica, não fazes uma pausa para brincar?

xixi a dois

Nuno, 5 anos e João, 3 anos
Obrigada ao pai pela foto e pelo momento

salame de chocolate


dia bonito

Esta manhã ao sair de casa olhei para o relógio e constatei que era tarde.

Oh… Um dia tão bonito e estamos atrasados…

Pedro, 5 anos

problema

Interrogávamo-nos do porquê de algo. Como nenhum de nós sabia a resposta o Pedro considerou tratar-se de um “problema pensativo”.

discU...


Conversava com uma amiga sobre uma discoteca. O Pedro perguntou o que era uma discoteca e expliquei-lhe que era um local onde tocava música e as pessoas dançavam.

Ele perguntou-me:

Porque é que se chama discUteca? Não vem da palavra discutir?


(Nesta nova era há que repensar determinadas terminologias... )

uma flor

Saltitavam os três miúdos, que nos acompanhavam, por entre a relva a apanhar pequeninas flores - daquelas que dão dores de cabeça aos jardineiros - que nos vinham entregar como oferta. As ofertas eram tantas, que os crescidos já não tinham mais casas de botões onde as pôr.
Um dos pais disse, por fim, que já chegava, que arrancar flores as matava.
O pequeno João, de 3 anos, pegou na flor que trazia na mão, colocou-a de volta na relva, tentando que ela se pusesse de pé, como estava antes de a apanhar e disse: desculpa flor.
o mágico

uma questão de coerência

A mãe do Nuno de 5 anos e do João de 3 anos, comentava comigo aquelas coisas dos miúdos dizerem que não gostam de uma comida, mesmo sem provarem e que depois de provarem, por vezes gostavam muito. O Nuno, atento à conversa aproveitou logo para informar:
Eu dantes não gostava de atum e agora adoro!
O João, que não quis ficar atrás do irmão mais velho, acrescentou:
Eu dantes não gostava de atum e agora não gosto!

disfarce


A mãe do Gabriel madou-me esta deliciosa mensagem:


Num Domingo, em vésperas do Carnaval, o Gabriel foi almoçar comigo e com um casal amigo a um restaurante. Às tantas reparou que a parede era rugosa e perguntou: Isto como chama?, passando os dedos pela parede. Eu disse-lhe que era a parede e que era rugosa, ou seja que não era lisa como as paredes da nossa casa. Por uns segundos o Gabriel continuou a sentir a textura e depois disse:


A parede está disfarçada de arroz.


Gabriel, 3 anos

quando o Gabriel for grande


Pergunta a mãe ao Gabriel (a propósito de um episódio do Harry e o balde de dinossauros que estava a dar na televisão, em que o Harry dizia que, quando fosse grande, queria ser tratador de animais no jardim zoológico): Gabriel, o que é que queres ser quando fores grande?

Resposta (após 5 segundos a pensar): Quando for grande quero ser girafa!


Gabriel, 3 anos

conversa ao pequeno-almoço III

Ele: Mãe, se puseres a sopa no congelador, ela fica congelada?
Eu: Sim, fica.
Ele: Então e se a puseres de pernas para o ar?

o Nuno


O pai do Nuno de 5 anos e do João de 3 anos, chegou um dia a casa, muito cansado do trabalho e pediu aos filhos que se portassem bem, porque ele tivera um dia muito difícil a trabalhar sozinho, sem ajuda.


O Nuno perguntou-lhe porque, não tendo o pai ajuda, não o tinha ido buscar à escola, que ele, Nuno, o teria ajudado no seu dia de trabalho. E disse-lhe ainda que se tal se repetisse, para ele o fazer.


O pai e a mãe acharam muito doce esta atitude do Nuno. Dias mais tarde, a mãe contou à avó do Nuno o sucedido, na presença dele. Nesse mesmo dia à noite, quando a mãe o deitava, o Nuno disse-lhe:


Mãe, se tu alguma vez precisares de ajuda no teu trabalho, também me podes ir buscar à escola para eu te ajudar...

riso de fada






O Pedro conheceu uma "fada" na terça-feira de Carnaval no parque infantil.

Brincaram a uma distância à qual não ouvia o que diziam um ao outro, mas via-os rirem muito. Pareciam encantados um com o outro.

Passado algum tempo, a fada veio ter comigo, com o grande sorriso que detinha desde o início da brincadeira, e disse-me: Ele faz-me rir...

E voltou para junto dele... ainda a rir.

electricidade estática

Não percam esta da Mariana de 4 anos!

conversa ao pequeno-almoço II


Ele: Se eu fosse uma bactéria podia com uma baleia-azul às costas!
Eu: Ah sim? Como?
Ele: Porque sim!
Eu: Eu não perguntei porquê, perguntei como.
Ele: Como sim!


Pedro, 5 anos